Companhia afirma que análises não apontaram irregularidades e anuncia instalação de equipamento para acompanhamento contínuo no Rio Jaguari
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb, informou que irá ampliar o monitoramento da qualidade da água em Paulínia após moradores relatarem forte odor no abastecimento em diversos bairros da cidade.
Segundo a companhia, será instalada uma sonda automática multiparâmetro na captação de água bruta do Rio Jaguari. O equipamento fará medições a cada cinco minutos de indicadores como pH, turbidez, temperatura, oxigênio dissolvido e condutividade, permitindo uma identificação mais rápida de possíveis alterações no manancial.
Em nota oficial, a Cetesb afirmou que as análises mais recentes realizadas no trecho monitorado não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência estabelecidos. A companhia destacou ainda que, desde o primeiro registro de reclamação, em 24 de abril, intensificou as ações de fiscalização e monitoramento na região.
De acordo com o órgão, foram realizadas mais de 20 inspeções em pontos estratégicos, incluindo o Rio Camanducaia e as captações de água de Paulínia e Limeira, além de oito coletas para análise laboratorial.
Os resultados divulgados apontam que os principais indicadores de qualidade permaneceram dentro dos limites considerados adequados. A Cetesb também informou que não foram encontradas substâncias associadas a gosto ou odor desagradável, como compostos orgânicos relacionados a cheiro de mofo.
A presença de microrganismos na água também foi considerada baixa, segundo o relatório técnico. Com isso, a companhia afirmou que não há evidências de que microalgas tenham provocado as alterações sensoriais relatadas pela população.
Apesar da manifestação técnica, moradores seguem reclamando da situação. No bairro João Aranha, consumidores afirmam que a água apresenta cheiro semelhante a esgoto ou mofo, causando desconforto até mesmo para atividades básicas do dia a dia.
Além das reclamações sobre a qualidade da água, moradores também criticam o atendimento das concessionárias responsáveis pelo abastecimento e questionam a cobrança das tarifas diante dos problemas enfrentados.
A Cetesb informou que continuará acompanhando o caso em conjunto com os demais órgãos e empresas responsáveis pelo sistema de abastecimento da região.


