Mais de 23,5 milhões de pessoas físicas possuem valores disponíveis para resgate; consulta é gratuita pelo sistema do Banco Central
O volume de dinheiro ainda “esquecido” por brasileiros em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho. Dados do Banco Central mostram que 23,57 milhões de pessoas físicas ainda têm recursos disponíveis para resgate.
Do total, cerca de R$ 4,25 bilhões pertencem a pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão estão disponíveis para aproximadamente 2,19 milhões de empresas. O saldo aumentou em relação a junho, quando havia R$ 5,12 bilhões disponíveis.
Apesar do montante bilionário, a maioria dos beneficiários tem pequenas quantias a receber. Cerca de 69% possuem até R$ 10, enquanto 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100. Outros 9,35% têm de R$ 100,01 a R$ 1 mil, e apenas 2,22% possuem valores acima de R$ 1 mil.
Os recursos podem ter origem em contas encerradas com saldo, cobranças indevidas de tarifas, consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito e outras operações financeiras. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, mais de R$ 16 bilhões já foram devolvidos a pessoas e empresas.
A consulta é gratuita e deve ser feita pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, com CPF e data de nascimento ou, no caso de empresas, CNPJ. Para solicitar determinados resgates pelo sistema, é necessário ter uma conta http://Gov.br de nível prata ou ouro.
Desde 2025, pessoas físicas também podem aderir ao resgate automático. Com a funcionalidade ativada e uma chave Pix vinculada ao CPF, valores elegíveis identificados posteriormente podem ser depositados automaticamente, sem necessidade de uma nova solicitação.
O Banco Central também alerta para tentativas de golpe. O órgão não cobra taxas para liberar os recursos, não envia links para solicitar o resgate nem pede senhas ou códigos de autenticação. A orientação é fazer a consulta exclusivamente pelos canais oficiais.
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