Empreendimento de R$ 180 milhões passa a integrar o Sistema Interligado Nacional e utiliza biometano produzido a partir da decomposição de resíduos urbanos para gerar eletricidade.
Paulínia passou a integrar a matriz energética nacional com o início da operação comercial da Usina Termelétrica Paulínia Verde. O empreendimento utiliza o biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos do Ecoparque de Paulínia que, após passar por um processo de purificação, é convertido em biometano para abastecer motores de alta eficiência responsáveis pela geração de energia elétrica.
Com investimento de R$ 180 milhões, a usina é resultado de uma parceria entre Mercurio Partners, Orizon VR e Gera Energia. Segundo as empresas, o projeto é o primeiro do país a fornecer, de forma contínua, energia gerada a partir de biometano ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A unidade possui capacidade instalada de 23,4 megawatts e contrato de fornecimento de energia por dez anos, contribuindo para reforçar a segurança do abastecimento elétrico, especialmente em períodos de maior demanda.
Além da geração de energia renovável, o empreendimento também traz ganhos ambientais. Ao captar e aproveitar o gás produzido pela decomposição dos resíduos, a usina evita a emissão de cerca de 80 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano, reduzindo o impacto ambiental e promovendo o aproveitamento sustentável do lixo urbano.
De acordo com a Mercurio Partners, a entrada em operação da usina fortalece a segurança e a resiliência da matriz elétrica brasileira, amplia o uso de fontes renováveis e consolida Paulínia como referência em economia circular e geração de energia limpa.
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