Unicamp mantém greve estudantil enquanto USP encerra paralisação

Movimento reivindica melhorias na permanência estudantil, ampliação de bolsas e contratação de docentes

As universidades estaduais paulistas vivem um período de mobilização estudantil em 2026. Enquanto a Universidade de São Paulo (USP) encerrou a greve após 54 dias de paralisação, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) segue com o movimento iniciado em 18 de maio, mantendo negociações com a reitoria.

Na Unicamp, os estudantes reivindicam melhorias nas políticas de permanência estudantil, incluindo ampliação de bolsas e auxílios, investimentos em moradia universitária, contratação de docentes e conclusão de obras em andamento. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), parte dessas demandas ainda não foi contemplada nas propostas apresentadas pela administração da universidade.

Na última semana, estudantes ocuparam o prédio da Diretoria Geral da Administração (DGA), responsável pela gestão administrativa da instituição. O movimento afirma que a ação teve como objetivo pressionar a reitoria a avançar nas negociações e formalizar compromissos discutidos anteriormente.

A reitoria lamentou a ocupação e informou que a medida impactou serviços considerados essenciais, como a liberação de salários, bolsas e auxílios estudantis, além do abastecimento de áreas da saúde e do funcionamento dos restaurantes universitários.

Apesar do impasse, as negociações foram retomadas. O DCE informou que voltou à mesa de diálogo após receber sinalização da reitoria para dar continuidade às tratativas. A universidade, por sua vez, reafirmou a disposição de manter o debate e apresentou propostas como a criação de grupos de trabalho para discutir as bolsas de permanência e a viabilização de moradia estudantil em Limeira, com previsão de investimentos de até R$ 20 milhões.

Enquanto isso, a greve na USP foi encerrada após decisão aprovada em assembleia geral dos estudantes. Já na Universidade Estadual Paulista (Unesp), manifestações ganharam força após a suspensão temporária da homologação de concursos públicos para docentes, pesquisadores e técnicos administrativos, medida que gerou questionamentos de entidades representativas da comunidade acadêmica.

O cenário mantém em evidência o debate sobre financiamento, infraestrutura e políticas de permanência estudantil nas universidades públicas paulistas, temas que seguem no centro das discussões entre estudantes e gestores.

Foto: Portal Unicamp

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