Paralisação de educadoras deixa 2,6 mil alunos sem aula em Paulínia

Categoria reivindica equiparação salarial; Prefeitura afirma que já atendeu parte das reivindicações e mantém diálogo sobre a questão salarial

A paralisação das educadoras das creches municipais de Paulínia, realizada nesta quinta-feira (27), deixou cerca de 2,6 mil alunos sem aula e afetou a rotina de famílias que dependem das unidades da rede municipal. As profissionais reivindicam equiparação salarial e mudanças na carreira.

Entre as reivindicações estão a inclusão das educadoras na carreira do magistério, a alteração da nomenclatura do cargo para Professora de Educação Infantil, além de direitos como recesso e remoção.

A Prefeitura de Paulínia informou que já encaminhou à Câmara Municipal projetos que atendem parte das reivindicações da categoria, incluindo mudanças na jornada, na nomenclatura do cargo e na carreira. A equiparação salarial, principal ponto ainda em discussão, segue em negociação.

A administração municipal destacou que a remuneração média das educadoras é de aproximadamente R$ 8,5 mil, sem benefícios, valor superior ao piso nacional. Segundo a Prefeitura, qualquer mudança salarial deve respeitar os limites legais e orçamentários, além das regras de responsabilidade fiscal.

O prefeito Danilo Barros lamentou a paralisação, principalmente pelos impactos causados aos alunos e às famílias. A Prefeitura reforçou que mantém o diálogo com a categoria e busca uma solução que tenha segurança jurídica e seja compatível com as condições financeiras do município.

Fotos: Thayla Nogueira

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