Fiocruz vai produzir medicamento de alto custo para esclerose múltipla no Brasil

Fabricação nacional da cladribina pode reduzir custos e ampliar a distribuição pelo SUS

O medicamento cladribina oral, utilizado no tratamento da esclerose múltipla, passará a ser produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A expectativa é que a fabricação nacional reduza os custos de aquisição e permita ampliar a distribuição do remédio pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A cladribina já era disponibilizada na rede pública e é considerada um dos principais tratamentos para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).

A esclerose múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal, podendo provocar limitações motoras, cognitivas e sensoriais. Em casos mais graves, a doença pode causar cegueira, paralisia e perda de funções cognitivas.

Segundo especialistas, a cladribina é o primeiro tratamento oral de curta duração com eficácia prolongada no controle da doença. Por esse motivo, o medicamento foi incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

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