Pisa 2025 aponta forte relação entre condição socioeconômica e aprendizagem; no Brasil, diferença chega a 96 pontos em Ciências
A desigualdade socioeconômica continua se refletindo diretamente no desempenho escolar. Dados do Pisa 2025 mostram que estudantes de famílias mais favorecidas apresentam resultados significativamente superiores aos daqueles em situação de maior vulnerabilidade. Na média dos países e economias avaliados, a diferença em Ciências chega a 74 pontos, o equivalente a aproximadamente três anos e meio de escolaridade.
O mesmo cenário é observado em outras áreas do conhecimento. A diferença de desempenho entre os grupos socioeconômicos chega a 67 pontos em Leitura e a 71 pontos em Matemática. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo Pisa, a condição socioeconômica permanece entre os fatores mais associados ao desempenho acadêmico dos estudantes.
No Brasil, a desigualdade é ainda mais acentuada. Em Ciências, os estudantes brasileiros em maior desvantagem socioeconômica alcançaram 373 pontos, enquanto os mais favorecidos obtiveram 469 pontos. A diferença de 96 pontos supera a média dos países e economias avaliados e evidencia o desafio do país em garantir condições mais equitativas de aprendizagem aos jovens.
Apesar desse cenário, parte dos estudantes consegue superar as dificuldades associadas à condição socioeconômica. O Pisa classifica como academicamente resilientes os alunos em situação de desvantagem que, mesmo diante desse contexto, alcançam os melhores desempenhos dentro do próprio país. Os resultados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à ampliação das oportunidades educacionais.
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