Categoria pede reajuste salarial de 9%; Justiça determina retorno de 60% dos trabalhadores às atividades
Trabalhadores de empresas terceirizadas que atuam na Refinaria de Paulínia (Replan) rejeitaram, em assembleia realizada na última terça-feira (16), a proposta apresentada pelas empresas para o dissídio coletivo de 2026. A reunião foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (SINTICOM).
A proposta patronal foi recusada pela maioria dos trabalhadores, que decidiram deflagrar a notificação de greve. Entre as reivindicações da categoria estão reajuste de 9% nos salários, aumento de 10% no vale-alimentação, reajuste de 10% no café da manhã, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e na cesta natalina.
As empresas, por sua vez, ofereceram reajuste salarial de 6,5%, aumento de 8% no vale-alimentação, reajuste de 10% no café da manhã, correção de 7,14% na PLR e reajuste de 6,5% na cesta natalina.
O movimento grevista teve início na Refinaria de Paulínia, uma das principais unidades de refino do país, e mobiliza trabalhadores de diversas empresas prestadoras de serviços que atuam dentro do complexo industrial.
Nesta quarta-feira (17), segundo dia da paralisação, as empresas conseguiram na Justiça uma liminar determinando a manutenção de 60% do efetivo em atividade. A decisão estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da medida.
Até o fechamento desta edição, trabalhadores, empresas e representantes sindicais ainda não haviam chegado a um acordo. As negociações seguem em andamento e a expectativa é de novas rodadas de conversas nos próximos dias para tentar encerrar o impasse.
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