Fim da “taxa das blusinhas” deve reduzir preços e gerar perda bilionária na arrecadação

Governo estima deixar de arrecadar R$ 9,72 bilhões até 2028 com suspensão da cobrança sobre compras internacionais

A decisão do governo federal de encerrar a chamada “taxa das blusinhas” deve impactar diretamente o bolso do consumidor e a arrecadação da União nos próximos anos. Segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Fazenda, o fim da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 deve gerar uma perda de arrecadação de R$ 9,72 bilhões entre 2026 e 2028.

A medida foi assinada nesta terça-feira (12) pelo presidente e de acordo com o governo, o impacto fiscal previsto é de R$ 1,94 bilhão em 2026, R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028.

Dados da Receita Federal apontam que, desde o início da cobrança, em agosto de 2024, até abril de 2026, o governo arrecadou cerca de R$ 9,66 bilhões com o imposto de importação aplicado às remessas internacionais de até US$ 50.

Somente em 2025, a arrecadação com o tributo somou R$ 5 bilhões. Já entre agosto e dezembro de 2024, período inicial da cobrança, foram arrecadados R$ 2,88 bilhões. Nos quatro primeiros meses de 2026, o valor chegou a R$ 1,78 bilhão.

A suspensão da taxa foi comemorada por empresas do setor de comércio eletrônico. A Shein informou que já retirou a cobrança sobre produtos importados e afirmou que os preços na plataforma já foram ajustados.

Em nota, a empresa classificou a medida como uma “grande vitória” para o consumidor brasileiro e afirmou que a decisão deve ampliar o acesso da população a produtos com preços mais acessíveis e maior diversidade de oferta.

O Ministério da Fazenda afirmou ainda que o programa Remessa Conforme ajudou a ampliar a transparência nas compras internacionais e destacou que a cobrança buscava garantir isonomia tributária em relação às empresas que produzem e vendem no Brasil.

Foto: Divulgação/internet

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