Medida busca facilitar a identificação de pacientes com TEA e garantir atendimento prioritário e humanizado nas unidades de saúde
Paulínia instituiu o uso de pulseiras na cor lilás para identificar pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas unidades de saúde do município. A medida está prevista em lei municipal sancionada no dia 1º de julho e abrange estabelecimentos das redes pública e privada.
A iniciativa tem como objetivo facilitar a identificação dos pacientes com autismo e garantir atendimento prioritário e humanizado, além de orientar médicos, enfermeiros e equipes administrativas sobre as necessidades específicas desse público.
A legislação prevê a adoção de protocolos diferenciados para os pacientes identificados com a pulseira lilás. Entre as diretrizes estão a disponibilização de ambientes com menor estímulo sensorial, o uso de comunicação adequada e acolhedora e a capacitação das equipes de saúde.
A medida leva em consideração que ambientes hospitalares, muitas vezes marcados por barulho, luzes intensas e longos períodos de espera, podem causar desconforto e desencadear crises em pessoas com hipersensibilidade sensorial.
O uso da pulseira lilás, no entanto, não será obrigatório. A adesão será opcional e dependerá da autorização do próprio paciente ou de seu responsável legal no momento do atendimento.
A legislação também prevê a realização de campanhas de conscientização sobre a importância do atendimento adequado às pessoas com TEA. A Prefeitura deverá regulamentar os procedimentos para a aplicação da nova norma no município.


