STF marca julgamento de deputados do PL acusados de desvios de emendas parlamentares

Respondem ao processo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), que não está no exercício do mandato. O julgamento será em março

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai começar a julgar, entre 10 e 11 de março, a ação penal contra deputados do PL acusados de desviar emendas parlamentares.

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e do suplente Bosco Costa (PL-SE), por corrupção passiva e organização criminosa.

Eles são acusados de cobrar propina em troca do repasse e liberação dos recursos.

Na denúncia, a PGR afirma que as provas reunidas ao longo da investigação apontam que o grupo pediu R$ 1,6 milhão em propina para garantir a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

O relator do caso é o ministro Cristiano Zanin. O julgamento contará também com os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma.

Relembre o caso

A investigação começou em novembro de 2020, quando Eudes Sampaio, então prefeito da cidade maranhense, denunciou o possível esquema de desvio de recursos federais.

De acordo com os investigadores, a organização criminosa – que contava com a participação dos deputados do PL, de lobistas e até de um agiota – exigia a devolução de 25% dos valores de emendas destinadas a ações na área de saúde na cidade de São José de Ribamar.

Ou seja, os envolvidos, inclusive os parlamentares, cobravam irregularmente uma propina de 25% sobre emendas destinadas aos municípios. Os pagamentos deveriam ser realizados por gestores públicos, como prefeitos.

O caminho da propina era o seguinte: agiotas emprestavam dinheiro para parlamentares; esses parlamentares indicavam emendas para as prefeituras; os agiotas cobravam o empréstimo dos prefeitos.

São alvos da apuração três emendas que, somadas, totalizaram R$ 6,7 milhões. Desse montante, segundo as investigações, R$ 1,6 milhão foi exigido do gestor de São José de Ribamar como contrapartida pelo grupo criminoso.

Fonte/Reprodução: g1 – Brasília, DF

Foto: Estadão

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