Conhecida também como Covid persistente, a Covid longa é definida pela presença de um ou mais sintomas após três meses do fim da infecção.
Uma nova pesquisa feita por pesquisadores ingleses, mostrou que sete em cada dez crianças e adolescentes se recuperam das consequências da Covid longa, também chamada de Covid persiste, em até dois anos. O estudo foi divulgado pela UCL (University College London) e publicada pela Nature Communications Medicine, na quarta-feira (04).
Mas afinal, o que é a Covid longa?
Também chamada de Covid persistente, a Covid longa é definida pela presença de um ou mais sintomas após três meses do fim da infecção. Os sintomas vão desde problemas respiratórios persistentes até fadiga debilitante ou névoa cerebral que limita a capacidade de trabalho.
Sobre a pesquisa
Para a pesquisa, foram reunidos 943 pacientes que tinham entre 11 e 17 anos quando testaram positivo para a Covid, que ocorreram entre setembro de 2020 e março de 2021.
Dos voluntários, 233 apresentaram sintomas três meses após o PCR positivo, confirmando o quadro de Covid longa. Após seis meses, o número de pacientes já havia caído para 135 e, passando dois anos, somente 68 continuavam com mais de um sintoma.
O estudo apontou que quanto mais pobres as crianças, mais lente foi a recuperação. Já os que tiveram a Covid mais perto da vida adulta, entre os 16 e os 17 anos, também seguiram com os sintomas por mais tempo
“A notícia de que os pacientes se recuperaram na maioria dos casos é fabulosa mas ainda pretendemos fazer mais pesquisas para tentar entender melhor por que 68 adolescentes seguem com sintomas”, explicou Terence Stephenson, professor e líder do estudo.
Dos 943 voluntários, 233 apresentaram sintomas três meses após o PCR positivo, confirmando o quadro de Covid longa
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