Crescimento urbano, mudanças no regime de chuvas e deficiências no saneamento aumentam a pressão sobre os recursos hídricos da região
A Região Metropolitana de Campinas (RMC), com cerca de 3,17 milhões de habitantes, enfrenta desafios para garantir a disponibilidade de água nos próximos anos. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Recursos Hídricos aponta que fatores como mudanças climáticas, expansão urbana e industrial, redução da cobertura vegetal e problemas de saneamento aumentam a pressão sobre os mananciais.
Entre os municípios analisados, Sumaré, Americana e Santo Antônio de Posse apresentam maior vulnerabilidade à escassez hídrica. Campinas também aparece entre as cidades expostas ao problema, embora conte com instrumentos de planejamento que podem contribuir para reduzir os impactos.
Outro ponto de preocupação é o lançamento de esgoto sem tratamento em rios e reservatórios, que compromete a qualidade da água disponível. A expansão das áreas urbanizadas também reduz a infiltração da água no solo, prejudicando a recarga dos aquíferos.
Diante do cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento de longo prazo, investimentos em saneamento e ações integradas entre os municípios para preservar os recursos hídricos e garantir maior segurança no abastecimento da população.
Fonte: Revista Brasileira de Recursos Hídricos
Foto: Divulgação/internet


