Ministério da Saúde impede inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS

Governo alega impacto financeiro elevado e mantém imunização restrita à rede privada

O Ministério da Saúde decidiu não incluir a vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada após avaliação técnica e econômica, que concluiu que, apesar dos benefícios do imunizante, o custo para sua oferta gratuita em larga escala é considerado incompatível, neste momento, com o orçamento da saúde pública.
A vacina é indicada principalmente para idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido, grupos mais suscetíveis às formas graves da doença. O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus da catapora e pode causar dores intensas, lesões na pele e complicações prolongadas, especialmente em pessoas mais velhas.
De acordo com a análise apresentada ao governo federal, a incorporação do imunizante exigiria um investimento bilionário ao longo dos próximos anos, o que poderia comprometer recursos destinados a outras ações prioritárias do SUS, como campanhas de vacinação já existentes, atendimento hospitalar e programas de prevenção.
Com a decisão, a vacina segue disponível apenas na rede privada, onde o valor elevado pode dificultar o acesso de parte da população. Especialistas alertam que essa limitação pode manter pessoas vulneráveis expostas à doença, sobretudo idosos de baixa renda.
O Ministério da Saúde informou que o tema poderá ser reavaliado futuramente, caso haja redução de custos, novas negociações com os fabricantes ou mudanças no cenário orçamentário que tornem a incorporação viável.
Foto: Divulgação/internet

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