Pesquisa vai subsidiar a decisão sobre a incorporação do lenacapavir, injeção aplicada a cada seis meses, à rede pública de saúde
A Fundação Oswaldo Cruz dará início a um estudo nacional, que inclui Campinas, com o objetivo de subsidiar a avaliação da incorporação de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde. A iniciativa, confirmada nesta sexta-feira (16), utilizará o lenacapavir, medicamento desenvolvido pela Gilead Sciences e recentemente aprovado para uso preventivo no Brasil.
A indicação do fármaco como profilaxia pré-exposição (PrEP) foi autorizada na última segunda-feira (12) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Com alta eficácia contra o HIV-1, o lenacapavir é administrado por injeção subcutânea a cada seis meses, o que representa um avanço em relação aos esquemas diários atualmente disponíveis. O uso é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, desde que apresentem resultado negativo para HIV-1 antes do início do tratamento.
Denominado ImPrEP LEN Brasil, o estudo será voltado a homens gays e bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. A proposta é avaliar a efetividade, a adesão e a viabilidade da estratégia no contexto brasileiro, contribuindo para futuras decisões relacionadas às políticas públicas de prevenção.
Além de Campinas, o medicamento será disponibilizado para o estudo em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus e Nova Iguaçu (RJ). Segundo a Fiocruz, as doses já foram fornecidas pela fabricante, e o início das aplicações depende apenas da chegada ao Brasil de agulhas específicas necessárias ao procedimento.
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