Nova orientação do MEC prioriza alimentos naturais e restringe produtos industrializados no cardápio dos estudantes
As escolas públicas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) deverão seguir regras mais rígidas na alimentação escolar. A mudança ocorre após o Ministério da Educação (MEC) atualizar as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determinam maior prioridade para alimentos frescos e naturais nas refeições oferecidas aos estudantes da educação básica.
A nova resolução orienta que os cardápios escolares sejam baseados principalmente em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, raízes, carnes magras e leite. O objetivo é ampliar a qualidade nutricional da merenda e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças e adolescentes.
Por outro lado, o texto estabelece restrições mais rígidas para produtos industrializados. Entre os itens que passam a ser proibidos nas escolas estão refrigerantes, bebidas artificiais, néctares industrializados, biscoitos recheados, balas e alimentos que contenham gordura trans.
Segundo o MEC, a medida busca fortalecer o controle nutricional dentro das unidades de ensino e garantir que os recursos destinados à alimentação escolar sejam utilizados prioritariamente na compra de alimentos com maior valor nutricional.
Na prática, a nova regra deve impactar diretamente as redes municipais de ensino da região, incluindo cidades como Paulínia, Campinas, Cosmópolis, Sumaré, Hortolândia e Americana, que recebem recursos do programa federal para a compra de alimentos destinados à merenda escolar.
Além de melhorar a qualidade das refeições oferecidas aos alunos, a política também estimula a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, fortalecendo a produção local e incentivando cadeias de abastecimento mais sustentáveis.
Foto: Gov.br


