Segundo o Ministério da Saúde, seis estados apresentam tendência de crescimento nos casos da doença neste início de ano.
Em menos de um mês, o Brasil registrou quase 50 mil casos prováveis de dengue e quatro mortes este ano. Duas pessoas morreram em Minas Gerais, uma em São Paulo e outra no Amapá. Dados são do painel do Ministério da Saúde, que acompanha a evolução da doença no país.
Afim de reduzir casos e evitar mortes, o Ministério da Saúde reforçou o controle da dengue e outras arboviroses. Nesta semana, a pasta envia equipes técnicas para os estados de São Paulo, Espírito Santo, Acre e Paraná. As visitas visam fortalecer a vigilância, prestar assistência à população e reorganizar os serviços de saúde.
Em todo o estado de São Paulo, foram registrados 7.201 casos prováveis da doença, entre 29 de dezembro de 2024 e 4 de janeiro deste ano.
Ainda de acordo com a pasta, seis estados apresentam tendência de crescimento nos casos da doença neste início de ano. São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná estão em alerta.
Centro de Operações de Emergência
No dia 09 de janeiro, o governo instalou o Centro de Operações de Emergência em Saúde. Coordenado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o COE visa reduzir casos e óbitos por dengue, zika e chikungunya.
Ainda foi criado um plano de contingência para reforçar estratégias de diagnóstico, prevenção, preparação e resposta às epidemias de arboviroses. Entre as ações, destacam-se: expansão do método Wolbachia, de três para 40 cidades, implantação de insetos estéreis em aldeias indígenas e borrifação residual intradomiciliar (BRI-Aedes) em áreas de grande circulação de pessoas, como creches, escolas e asilos.
“O método Wolbachia já mostrou excelentes resultados. Onde isso é mais consistente pelo tempo que foi aplicado no município, foi no município de Niterói, no Rio de Janeiro, mas há outras experiências e estamos fazendo em todas as regiões”, explicou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
No método Wolbachia, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais, determinando, aos poucos, uma nova população dos mosquitos, todos com Wolbachia.
Brasil já registrou quatro mortes da doença neste ano
Foto: Instituto Fiocruz


