O imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan poderá ser produzido no país, ampliando o acesso à proteção contra a doença
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção nacional da vacina contra a chikungunya, representando um avanço importante no combate à doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O imunizante, chamado IXCHIQ, foi desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva e agora poderá ser fabricado no Brasil.
Com a autorização, o país terá condições de ampliar o acesso à vacina, mantendo os padrões exigidos de qualidade, segurança e eficácia. A expectativa é que o imunizante seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando significativamente as estratégias de prevenção.
A vacina é indicada inicialmente para pessoas entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus, mas não é recomendada para gestantes e pessoas imunossuprimidas, conforme orientações das autoridades de saúde.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mesmo mosquito responsável pela dengue e pelo zika vírus, já presente em todo o território nacional. Seus sintomas incluem febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos.
Dados recentes demonstram a relevância do problema: somente em 2025, cerca de 620 mil casos foram registrados no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram mais de 127 mil casos confirmados, com 125 mortes associadas à doença.
A produção nacional da vacina surge como uma medida estratégica para facilitar o acesso da população ao imunizante e ampliar a proteção contra a chikungunya, especialmente em regiões mais afetadas pela circulação do vírus.
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