Paulínia, Americana, Sumaré, Campinas e Valinhos registraram crescimento nas taxas de homicídios em 2024, segundo levantamento do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
O Atlas da Violência 2026 apontou aumento nas taxas de homicídios em diversas cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), utiliza dados oficiais de 2024 e analisa a evolução dos índices de assassinatos por 100 mil habitantes em todo o país.
Entre os municípios da região, Valinhos apresentou a maior variação percentual. A taxa de homicídios passou de 0,77 por 100 mil habitantes em 2023 para 3,05 em 2024, um crescimento de 296,1%.
Americana também registrou aumento expressivo, com a taxa saltando de 4,08 para 7,7 homicídios por 100 mil habitantes, alta de 88,7%. Em Paulínia, o índice passou de 7,05 para 11,24 homicídios por 100 mil moradores, representando crescimento de 59,4%.
Sumaré registrou aumento de 28,1% na taxa de homicídios, enquanto Campinas apresentou alta de 23,5% no período analisado. Já Indaiatuba teve crescimento mais moderado, de 9,4%.
Os números absolutos divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) ajudam a contextualizar os indicadores. Em Paulínia, foram registrados sete homicídios em 2024, ante três em 2023. Em Sumaré, os casos passaram de 22 para 29. Campinas contabilizou 87 homicídios em 2024, contra 100 no ano anterior. Apesar da redução no número absoluto de ocorrências, a variação populacional utilizada no cálculo das taxas influencia o resultado final do indicador.
Especialistas destacam que oscilações nas taxas podem ser mais significativas em municípios com menor população ou com número reduzido de ocorrências, o que torna importante a análise dos dados em séries históricas mais amplas.
Considerado uma das principais referências nacionais sobre violência letal e segurança pública, o Atlas da Violência reúne informações oficiais para subsidiar políticas públicas, estratégias de prevenção à criminalidade e ações voltadas à redução dos homicídios no país.


