Construção civil perde ritmo e reduz geração de empregos em Campinas

Juros elevados, crédito imobiliário mais caro e aumento dos custos de materiais contribuem para a desaceleração do setor.

A construção civil de Campinas entrou em trajetória de queda na geração de empregos formais em 2026, após um início de ano positivo. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor abriu 334 vagas em janeiro, mas passou a registrar saldo negativo nos meses seguintes, com o fechamento de 216 postos de trabalho em abril e outros 458 em maio.

Segundo especialistas, a desaceleração é resultado da combinação de juros elevados, crédito imobiliário mais caro, perda do poder de compra das famílias e aumento dos custos dos materiais de construção. Com o financiamento mais caro, a procura por imóveis diminui, reduzindo o lançamento de novos empreendimentos e, consequentemente, a contratação de trabalhadores.

Apesar da retração nas contratações, o mercado imobiliário da região ainda não apresenta sinais de crise. Especialistas avaliam que as vendas seguem em um patamar considerado saudável, mas as construtoras têm adotado uma postura mais cautelosa diante do cenário econômico, adiando novos investimentos e lançamentos.

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