Projeto Visão Zero promove inclusão e combate ao bullying em escola de Paulínia

Idealizada por mestres de artes marciais, iniciativa utiliza atividades práticas para conscientizar estudantes sobre acessibilidade, respeito às diferenças e convivência inclusiva.

Os mestres de artes marciais Jorge Luís Minucci e Lucas Augusto Bosch Minucci, da Escola de Lutas Família Minucci e da Associação Leão de Judá, realizaram nesta quinta-feira (25) mais uma edição do projeto Visão Zero na Escola Estadual Dr. Francisco de Assis Mascarenhas, em Paulínia.

Idealizado pelos mestres Jorge Luís Minucci e Lucas Augusto Bosch Minucci, o projeto conta com o apoio do mestre Luciano Bonini Pereira e do palestrante Kauan Passos da Costa. A iniciativa utiliza as artes marciais como ferramenta de inclusão e conscientização, promovendo vivências que permitem aos estudantes e professores compreender os desafios enfrentados por pessoas com deficiência e refletir sobre a importância do respeito às diferenças.

Durante o encontro, Luciano Bonini Pereira, que é deficiente visual, e Kauan Passos da Costa, pessoa com deficiência física, compartilharam suas histórias de vida e relataram os desafios enfrentados no dia a dia, tanto no convívio social quanto no mercado de trabalho.

Os estudantes também participaram de atividades práticas que simulam situações vivenciadas por pessoas com deficiência. Entre elas, exercícios com os olhos vendados, nos quais precisavam realizar tarefas simples sem o auxílio da visão, além de dinâmicas voltadas à percepção auditiva, à orientação espacial e à identificação de obstáculos.

Outra atividade apresentou brincadeiras adaptadas, demonstrando que pequenas mudanças podem tornar as atividades acessíveis e incluir crianças com limitações físicas, intelectuais ou outras condições que dificultem sua participação nas atividades escolares.
Segundo os idealizadores, o projeto busca conscientizar toda a comunidade escolar sobre a importância da inclusão. A proposta vai além da adaptação da estrutura física das escolas e defende que professores, funcionários e, principalmente, os alunos estejam preparados para acolher as diferenças, prevenindo situações de exclusão e bullying.

Além de estimular a empatia, a iniciativa incentiva atitudes simples no cotidiano, como convidar colegas com deficiência para participar das brincadeiras e adaptar atividades para que todos possam interagir em igualdade de condições.

Para os idealizadores, a inclusão só acontece de forma efetiva quando é praticada no dia a dia, e não apenas prevista em leis ou discursos. O projeto já passou por outros espaços e deverá continuar percorrendo escolas e instituições, ampliando o debate sobre acessibilidade, respeito às diferenças e convivência inclusiva.
Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

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