Medicamento à base de semaglutida começa a ser fabricado em Hortolândia com expectativa de reduzir custos e dependência de importações
A produção de medicamentos à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, começou a avançar no Brasil. Uma fábrica instalada em Hortolândia, na Região Metropolitana de Campinas, iniciou a fabricação das chamadas “canetas emagrecedoras”, com capacidade para produzir até 40 milhões de unidades por ano.
A iniciativa representa um importante movimento da indústria farmacêutica nacional, que busca ampliar o acesso ao tratamento e reduzir os custos para os pacientes. Atualmente, boa parte desses medicamentos é importada, o que impacta diretamente no preço final ao consumidor.
De acordo com a empresa responsável pela produção, a estrutura foi preparada antecipadamente para atender à demanda do mercado, inclusive antes da aprovação regulatória. O investimento total no projeto chegou a R$ 1,2 bilhão, reforçando a aposta no crescimento desse segmento no país.
A expectativa inicial é comercializar cerca de 1,3 milhão de canetas já no primeiro ano de operação, com faturamento superior a R$ 500 milhões. O avanço da produção nacional também pode contribuir para reduzir a dependência de medicamentos importados e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira.
Especialistas apontam que a ampliação da oferta tende a facilitar o acesso ao tratamento, especialmente em um cenário de alta procura por medicamentos voltados ao controle de peso e doenças metabólicas. Ainda assim, o uso deve ocorrer com orientação médica, já que se trata de um medicamento de prescrição e com indicações específicas.
A chegada da produção em larga escala no Brasil acompanha uma tendência global de crescimento no uso da semaglutida, considerada uma das principais inovações recentes no tratamento da obesidade.
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