Idoso de 74 anos morre no bairro Campo Grande, em Campinas; Prefeitura reforça cuidados com carrapatos, especialmente entre junho e novembro
A primeira morte por febre maculosa em 2026 na região de Campinas (SP) foi registrada em um homem de 74 anos, morador do bairro Campo Grande. Com o óbito, sobe a letalidade da doença no município: desde 2007, foram 167 casos confirmados, com 83 mortes, cerca de 50% das pessoas infectadas não sobreviveram.
O idoso apresentou os primeiros sintomas em 15 de abril, foi atendido em hospital público e faleceu em 21 de abril. Segundo a Prefeitura, ele provavelmente foi infectado próximo à residência, enquanto realizava atividades de jardinagem em áreas verdes e próximas a cursos d’água, locais de risco para a doença.
Período de maior risco
A Secretaria de Saúde alerta que o período crítico vai de junho a novembro, quando há maior presença das formas jovens do carrapato-estrela, transmissor da bactéria. Essas fases jovens são menos seletivas na escolha de hospedeiros, aumentando a infestação em humanos. A região de Campinas é considerada endêmica, devido às condições ambientais favoráveis à presença do carrapato.
Sintomas da febre maculosa
Conforme o Ministério da Saúde, os principais sinais da doença incluem: febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dores musculares, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, e paralisia que pode evoluir para parada respiratória. O período de incubação varia de 2 a 14 dias.
Prevenção
Para reduzir o risco de contágio:
- Evite gramados, matas e folhas secas;
- Prefira áreas pavimentadas para atividades ao ar livre;
- Use roupas claras e repelentes eficazes contra carrapatos;
- Verifique o corpo e as roupas após contato com áreas de risco;
- Remova carrapatos da pele com cuidado, usando pinça e água com sabão;
- Cães que frequentam áreas verdes podem transportar carrapatos para casa.
A atenção redobrada na região de Campinas é fundamental, principalmente nos meses de maior risco, para prevenir novos casos e mortes pela doença.
Foto: Adobe Stock/Reprodução G1


