Lei autoriza doação de alimentos por comércios em Paulínia

Nova legislação permite que restaurantes, supermercados, padarias e hotéis destinem excedentes alimentares para pessoas em vulnerabilidade e entidades sociais

O prefeito Danilo Barros sancionou a Lei nº 4.709/2026, que autoriza a doação de excedentes de alimentos por estabelecimentos comerciais em Paulínia. A nova legislação permite que restaurantes, bares, padarias, supermercados, hotéis e demais comércios do setor alimentício destinem produtos próprios para consumo a pessoas em situação de vulnerabilidade social e entidades assistenciais.

A proposta, de autoria do vereador Fabio Valadão, foi publicada no Diário Oficial do Município. O principal objetivo da medida é combater o desperdício de alimentos, ampliar a segurança alimentar e incentivar ações de responsabilidade social na cidade.

De acordo com a lei, poderão ser doados alimentos preparados e não servidos, produtos in natura ou industrializados fora dos padrões de comercialização, mas ainda adequados para consumo, além de itens próximos da data de validade.

A legislação também estabelece regras para garantir a segurança sanitária durante as doações. Os alimentos deverão estar em condições adequadas de conservação, higiene e transporte, sendo proibida a destinação de produtos deteriorados ou contaminados.

Entre os beneficiários autorizados a receber as doações estão pessoas em situação de vulnerabilidade social, entidades assistenciais, organizações da sociedade civil, igrejas, projetos sociais e equipamentos públicos que atendam populações vulneráveis.

Outro ponto previsto na norma trata da responsabilidade do doador. Segundo a lei, o estabelecimento somente poderá ser responsabilizado civil ou administrativamente em casos de dolo, fraude ou negligência comprovada quanto às condições sanitárias dos alimentos.

O texto também permite que o Poder Executivo crie mecanismos de apoio ao sistema municipal de doações, como cadastro de doadores e entidades receptoras, campanhas de conscientização, parcerias para logística de distribuição e até selo de responsabilidade social para os estabelecimentos participantes.

A expectativa é de que a medida fortaleça as ações solidárias no município e contribua para a redução do desperdício de alimentos que poderiam ser reaproveitados por famílias e instituições sociais.

Foto: Gov.br

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