Moradores de Paulínia têm enfrentado transtornos provocados pelo forte mau cheiro que se espalha por diferentes regiões da cidade. As reclamações apontam como principais origens a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Vila Monte Alegre, operada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e um aterro sanitário localizado nas proximidades.
De acordo com relatos da população, o odor é intenso e recorrente, alcançando bairros como São Bento, Nova Paulínia e Morumbi. Em alguns casos, o cheiro chega a invadir residências, permanecendo impregnado nos ambientes e prejudicando a qualidade de vida dos moradores. A farmacêutica Mirna Montanha afirma que o problema interfere diretamente na rotina da família, mesmo com portas e janelas fechadas.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que já autuou a Sabesp e determinou a adoção de medidas para a correção do problema. Segundo o órgão ambiental, a empresa deve adequar seus processos para reduzir a emissão de odores e minimizar os impactos à população do entorno.
A Sabesp, por sua vez, afirma que tem realizado intervenções operacionais e estruturais na unidade, incluindo melhorias no sistema de tratamento, com o objetivo de diminuir a dispersão de gases. Já a empresa responsável pelo aterro sanitário sustenta que a operação ocorre dentro das normas ambientais e das licenças vigentes.


