Hortolândia concentra a maior parte dos casos; Sumaré também registra evasão
Ao menos 66 detentos não retornaram às unidades prisionais de Hortolândia e Sumaré após o fim do período da saída temporária de Natal, segundo dados do sistema penitenciário paulista. O benefício foi concedido no fim de dezembro, com prazo para retorno no início de janeiro.
Em Hortolândia, 65 presos não se reapresentaram após a saidinha, número que coloca o município entre os que registraram maior volume de evasões na Região Metropolitana de Campinas. Já em Sumaré, um detento beneficiado pela medida também descumpriu o prazo de retorno.
No total, a região contabilizou mais de 120 presos que não voltaram às unidades prisionais após o encerramento do benefício, passando automaticamente à condição de foragidos da Justiça. A partir disso, mandados de recaptura são expedidos, e os detentos perdem o direito a futuras saídas temporárias.
A saída temporária, prevista na legislação para presos do regime semiaberto que atendem a critérios específicos, tem como objetivo estimular a ressocialização e o fortalecimento dos vínculos familiares. No entanto, os números reacendem o debate sobre segurança pública e eficácia do benefício, especialmente em períodos de grande liberação simultânea.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) acompanha os casos e informa que os presos que não retornam passam a responder por falta grave, além de terem o regime de cumprimento de pena reavaliado pela Justiça.
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