Câmara rejeita denúncia e prefeito Danilo Barros é inocentado em votação unânime

Pedido de comissão processante foi arquivado logo na primeira sessão de 2026; vereadores apontaram ausência de irregularidade e alertaram para possível motivação política

A Câmara Municipal de Paulínia rejeitou por unanimidade, na noite desta terça-feira (27), um pedido de abertura de comissão processante (CP) contra o prefeito Danilo Barros (PL). Com a decisão, o chefe do Executivo municipal foi inocentado ainda na fase inicial, sem a abertura de investigação ou qualquer desdobramento jurídico.

A denúncia foi apresentada e lida em plenário pelo vereador Douglas Guarita (DC), durante a primeira sessão legislativa de 2026, mesmo sendo um ano de eleições gerais — e não municipais. Após análise, todos os vereadores presentes votaram contra o recebimento do pedido, determinando o arquivamento imediato da representação.

O texto da denúncia apontava suposta infração político-administrativa relacionada à nomeação de Silas Faria para a Secretaria de Governo. Segundo o documento, Faria teria decisões judiciais colegiadas no passado, o que, na interpretação do denunciante, configuraria afronta à Lei Municipal nº 3.122/2010. A responsabilidade pela nomeação era atribuída diretamente ao prefeito.

Entretanto, os parlamentares entenderam que não havia elementos suficientes para caracterizar irregularidade capaz de justificar a abertura de uma comissão processante. Além disso, Silas Faria já havia deixado o cargo na segunda-feira (26), um dia antes da sessão, fato que também foi considerado durante as discussões.

Votaram contra o recebimento da denúncia os vereadores José Soares e Juninho Lalupe (Republicanos), Fábio Valadão (PL), Fábio da Van (PRTB), Lucas Barros (DC) e Anderson Henrique (MDB), consolidando a rejeição unânime.

Durante a sessão, o vereador Anderson Henrique fez um pronunciamento destacando a importância da estabilidade institucional e alertando para possíveis interesses políticos por trás da denúncia. Sem citar autores específicos, o parlamentar relembrou o período de forte instabilidade vivido por Paulínia entre 2012 e 2018, quando sucessivas trocas de prefeitos comprometeram o funcionamento da administração pública.

“A população acompanhou, não muito distante no tempo, o caos que se instalou em Paulínia com a instabilidade política. Troca de prefeitos em curto período, serviços públicos não sendo atendidos e uma cidade rica sem conseguir oferecer o mínimo à população. Por respeito a Paulínia, sou contrário ao pedido”, afirmou.

Com a rejeição do pedido, não há qualquer processo em curso contra o prefeito Danilo Barros no Legislativo municipal.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

MAIS NOTÍCIAS