Mulher de 28 anos deu entrada no domingo (18), com pedido por cesárea, e veio a óbito após problemas em parto normal
Uma mulher de 28 anos morreu, na quarta-feira (21), dias após dar à luz seu segundo filho em Indaiatuba. Segundo a família, o médico teria negado o pedido por cesárea, e complicações durante o parto normal teriam levado ao óbito de Bianca Fidêncio da Silva. A criança está internada em estado grave.
Em nota, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) informou que instaurou sindicância para apurar o caso.
A família conta que a gestante deu entrada no hospital no domingo (18), apresentando uma carta da obstetra que a acompanhava indicando a necessidade da cesárea, pois a mulher já tinha uma filha e havia sofrido dois abortos.
Durante o parto normal, narra a família, houve o uso de fórceps, e a gestante sofreu uma hemorragia, passando por cirurgia de emergência. Ela permaneceu internada até o óbito na noite desta quarta (21).
Ainda segundo familiares, até o fechamento desta edição, o recém-nascido encontra-se internado em estado gravíssimo, com risco de morte.
O marido da vítima procurou a Polícia Civil de Indaiatuba, que registrou a ocorrência como morte suspeita.
A Secretaria de Saúde de Indaiatuba informou que encaminhou ofício à direção do hospital solicitando “a imediata abertura de sindicância interna para apuração dos fatos”, além de requerer o encaminhamento do caso aos Comitês de Óbito Materno e Hospitalar.
Em seu posicionamento, o Haoc detalhou a sequência do atendimento, confirmando que houve o pedido da gestante pela césarea, mas destacando que o quadro “indicava progresso adequado e tornava o parto vaginal uma conduta viável e recomendada nessa situação, passando a cesariana a ser considerada apenas se surgissem intercorrências”.
Segundo a nota, durante o parto houve identificação de sofrimento fetal agudo, e “com o objetivo de abreviar o nascimento (…), foi realizada a aplicação de fórceps, procedimento previsto e indicado em situações específicas de emergência obstétrica”.
Logo após o parto, o recém-nascido apresentou sinais de hipóxia (insuficiência de oxigênio), e “a paciente evoluiu com sangramento vaginal intenso, associado à atonia uterina, condição em que o útero não consegue se contrair adequadamente após o nascimento, configurando uma das principais causas de hemorragia pós-parto”, descreveu.
De acordo com o Haoc, são realizados, em média, 180 partos mensais na unidade, com nenhuma notificação de óbito materno em 2025.
Fonte: g1 Campinas e Região
Foto: Reprodução/EPTV – Arquivo pessoal


